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Segundo a Organização Mundial da Saúde, de cada 100 trabalhadores do Estado de São Paulo, um apresenta algum sintoma relacionado a esse mal. E o pior é que o problema costuma se manifestar no auge da carreira profissional, entre 30 e 40 anos.
A LER - ou lesão por esforço repetitivo - não é uma doença em si. É a classificação de um conjunto de males provocados pela atividade que a pessoa executa durante o trabalho. Esses problemas afetam o chamado sistema muscular-esquelético, que engloba os membros superiores, os inferiores, a coluna cervical e a lombar. Adotada no país em 1987 com uma portaria do INSS, a expressão levanta polêmica. "Ela contém equívocos conceituais", observa Mogar Dreon Gomes, ortopedista da Santa Casa de São Paulo. O principal erro estaria no fato de apontar uma única causa ou seja, o trabalho, esquecendo-se de que o distúrbio também pode estar relacionado à má postura ou ao excesso de movimentos. Entre as doenças classificadas como LER estão a tendinite, que é a inflamação dos tendões, a cervicalgia e a epicondilite - respectivamente, dor no pescoço e no cotovelo.
Cansaço, diminuição da força física, dor ao efetuar certos movimentos e até sensação de formigamento. Esses são avisos que o organismo dá indicando que a musculatura está sobrecarregada pela atividade do dia-a-dia. Em geral os sintomas têm a ver com problemas nos braços e no pescoço. Mas, dependendo do trabalho exercido pelo indivíduo, pernas e outras partes do corpo acabam afetadas. "Em tese, a LER é capaz de prejudicar qualquer ponto do sistema muscular-esquelético", diz a ortopedista Miriam Romano, do Centro de Dor do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Cerca de 90% dos casos, se detectados logo, obtêm melhora após três meses de tratamento. Ele combina exercícios fisioterápicos, remédios e reeducação postural. Se os sintomas persistirem após o dobro desse tempo, a lesão é classificada como crônica. "A pessoa deve então ser atendida por uma equipe que inclua terapeutas ocupacionais e psicólogos", aconselha o ortopedista Mogar Dreon Gomes. "Isso porque a incidência de problemas psicológicos decorrentes da situação é muito alta, superior a 50% nos quadros graves."
A tendência é os sintomas se agravarem, tornando-se até insuportáveis. Segundo Luiz Bernardo Leonelli, do Instituto Nacional de Prevenção das LERs, o trabalhador pode perder a força muscular e a coordenação motora, o que determina seu afastamento do trabalho. Nesses casos continuará recebendo o salário. Os primeiros 15 dias serão pagos pela empresa e os restantes pelo INSS. Ele pode ainda pedir indenização pelos danos físicos causados. Em qualquer situação precisa ficar comprovado que se trata de uma doença ocupacional.
O ideal é que não passe mais de cinco horas diárias digitando. "Deve haver um revezamento", diz Miriam Romano, do HC paulistano. Como em muitas empresas isso não é possível, são recomendadas pausas a cada 50 minutos para alongamentos (veja ao lado). Eles também são indicados para quem já tem LER ou quem ocupa funções capazes de forçar demais os membros, como dentistas e operadores de máquinas. "O indivíduo não pode ultrapassar seu limite", alerta o fisioterapeuta Heráclito Fernando Gurgel Barbosa, do Centro Disciplinar da Dor do Rio de Janeiro.
Fique longe dos fios e equipamentos da rede elétrica;
§ Não suba nem pendure objetos nos postes;
§ Manutenção e limpeza de fachadas, fixação de antenas e outras atividades realizadas junto a redes elétricas merecem cuidado especiais como:
Contatar a concessionária para as orientações adequadas à tarefa a ser realizada; Instalar barreira de madeira seca entre o eletricista e a fiação elétrica; Solicitar a instalação de protetor na fiação (baguete);
§ Evite usar benjamins ou extensões. Muitos aparelhos ligados a mesma tomada podem causar sobrecarga e curto circuito na fiação;
§ Nunca manuseie equipamentos elétricos com as mãos ou pés molhados. Especial atenção deve ser tomada em casa de bombas;
§ Instalar tomadas de 110/220/380 V para ligar máquinas e equipamentos no pavimento térreo e subsolos;
§ O aterramento de aparelhos elétricos é uma fundamental medida de segurança;
§ Promover poda periódica de árvores para que não interfiram com as redes elétricas;
§ Não faça adaptações ou "gambiarras" em suas instalações elétricas, pois elas comprometem a segurança de seu imóvel e das pessoas que lá vivem ou trabalham;
§ Verifique sempre o estado das instalações elétricas.
O PCMSO é previsto pela Portaria do Ministério do Trabalho número 3214 de 08/06/78; a qual determina que todos os empregadores ou instituições que admitam trabalhadores como empregados regidos pela CLT, elaborem e implementem tal programa. O mesmo tem por objetivo a promoção e a preservação da saúde dos trabalhadores, bem como a prevenção e diagnóstico precoce de doenças relacionadas às funções desempenhadas e ao ambiente de trabalho. Este trabalho é realizado por Médico do Trabalho que entre outras coisas realiza os exames admissionais , demissionais, periódicos, de retorno ao trabalho e troca de função.
Esta norma estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa, por parte de todos os empregadores, visando a prevenção da saúde e segurança dos trabalhadores, através do levantamento dos riscos ambientais existentes nos locais de trabalho assim como os meios de neutralizá-los. Este trabalho é realizado preferencialmente por Engenheiro do Trabalho.
Triagem - Medicina do Trabalho